Fantasia

Envolvida na melodia até recrio a história, heroína, personagem de um conto de fadas, fantasia. Quantas vezes nos vemos a incorporar figuras das histórias infantis? Quantas vezes voltamos a ver a cassete onde "viveram felizes para sempre" ? Personagens infinitas que temos infinitamente dentro de nós!

(Entre)olhares

Vejo com os meus olhos coisas exteriores e interiores que outros não alcançam. Entre olhares sublimes imagino como será ver com os meus olhos e ser vista por outros, que não os meus.

YinYang de Vontade

Se pudesse mostrar-vos como me sinto agora, usava-vos como uma lupa para o meu interior. Sinto um misto de desatino e de ebulição com uma sensação de conquista, de realização e de paz interior. Sou o Yin sou o Yang, sou uma onda grande e potente e recheada de sal, sou um mar calmo sem ondas. Só consigo ter esses dois extremos, não conheço mais nenhum. Consigo sentir profundamente que um lado prevalece, sinto-me como se tivesse força para acabar com todas as roupas sujas e velhas que nunca desaparecem e que pior, vão aparecendo e que já nos estão tão curtas que não nos servem no corpo, já estão tão sujas que não há lavagem que retire tanta sujidade. Não só sinto como consigo. Sinto-me tão bem comigo mesma (em intervalos de ondulações de dúvida e de indecisão). Hoje, neste preciso momento, consigo garantir que somos mais do que pensamos, que conseguimos sentir o que queremos, conseguimos estar em paz interior independentemente de tudo o que nos possa atormentar, claro que estas sensações se vão construindo e são sempre influenciadas por vontades, por acontecimentos, por momentos de coragem e de forças altivas e tão fortes que derrubam qualquer música de rock pesado. Sinto-me leve e tão pesada que não encontro algo no meio. Porque o meio sou eu, e sou eu que consigo pendular para a fortaleza ou para a fraqueza, só eu que decido onde me apetece estar, se quiser estar triste e melancólica estou, se quiser estar no auge da alegria e cheia de força, de esperança e de vontade, só eu me posso impedir. Pelo menos consigo ser tão completa como o "todo" deve ser... e consigo escolher, tudo é influenciado pela vontade e vontade, nem imaginam a que tenho!

A culpa foi da viagem às Caraíbas! - Daqui vos mando um postal




Olá, estou nas Caraíbas e daqui vos mando um postal!!

Já lá vai um mês (quase) desde que o ecrã do meu humilde computador teve acesso a esta página. Desde esse período até hoje, estive (imensamente) ocupada a pisar areia fina, a sentir água límpida com uma temperatura, assim para o quentinha, a "levar com umas sombras" proporcionadas pelas maravilhosas (e grandes) palmeiras e (quase) o melhor de tudo, a observar aquela paisagem que me fazia sorrir tanto, mas tanto, que os dentes já quase pediam por favor, para ficarem escondidos dentro da boca.
Foi tão bom aquele tempo, eu acordava (nem vos digo como, porque aquela cama era como uma nuvem e é melhor não entrar em pormenores porque corro o risco de incutir inveja nas pessoas (e isso não pode ser). Ora bem, dizia eu que acordava, com aquele "cheirinho" a ilha paradisíaca (lá para os lados das Caraíbas), ia beber uma bebida (acho que era qualquer coisinha de Manga e Côco, hmmm... fresquinha e doce (irresistível), e corria durante uns minutinhos por aquele local de sonho e enquanto fazia exercício físico, contemplava a paisagem linda.
Depois, dava uns mergulhos (aiiiii que mergulhos) naquela água límpida e com temperatura, assim para o quentinha, (como já referi) e ia para a espreguiçadeira deitar-me ao sol. Ouvia música no meu mp4 e entrava noutra dimensão.
Aconteciam mais umas coisinhas durante o dia, que prefiro que não mencionar porque senão corro um risco (ainda maior) de incutir (ainda mais) inveja (e isso não pode mesmo ser). Ainda tinha tempo para umas massagens (delirantes)que relaxam até o corpo mais irrequieto e nervoso.
À noite, aliás, nas noites quentes, lá estava eu ( e mais umas quantas pessoas) naquelas festas, junto da fogueira, bem pertinho da água límpida e com uma temperatura, assim para o quentinha (como sabem, porque já referi) e tocávamos viola e cantávamos todas as canções que nos lembrássemos. A noite ia passando e conversávamos, riamos, dávamos uns mergulhos naquela água límpida e com uma temperatura, assim para ... (vocês sabem). Acabámos por adormecer ali mesmo, num colchão de água e de manhã, mais um grande dia começava. E foi nestes dias que não consegui (e peço imensa desculpa desde já) vir ao blog ver as maravilhosas surpresas que me deixavam e os maravilhosos post's que faziam. Prometo, que para a próxima levo o portátil! E volto a repetir: A culpa foi da viagem às Caraíbas!
P.S - Não apareço na foto porque fui eu que a tirei, não posso por isso, comprovar que fui às Caraíbas (e escusam de ir ao google procura-la porque não se encontra nas imagens). Os desenhos foi um menino que fez, penso que será o sol, as nuvens e a areia. (Na verdade fui eu, mas como vêm, não sou uma artista)!

Ora bem, passemos então para a verdade, aquela nua e crua que agora podia ser outra, mas não, não é! Na verdade, a culpa foi dos trabalhos, foi das frequências e dos exames, foi da minha preguiça (ai malandra) e da minha falta de inspiração, que como é natural, com tantos trabalhos, frequências e exames, qualquer inspiração por mais inspirada que seja, hiberna durante uns tempos.
Ainda assim, deixo aqui a promessa (e o que eu prometo, eu cumpro - e não sigo os passos de muitos políticos, ahaha, esta agora foi arrogante) de que vou tirar uma tarde inteirinha, permitir que o ecrã do meu humildade computador tenha acesso às páginas dos vossos blog's e ler atentamente todos os vossos post's que ainda não tive a oportunidade de ler.
Verdade seja dita: a culpa não foi da viagem às Caraíbas, tomara eu que fosse!

Vou aproveitar, visto que cheguei da viagem às Caraíbas ( a fingir vá), e estou contente (a sério) deixo um Obrigado e um beijinho à Sandytah, ao Adão (pelas honras que me proporcionaram nos vossos blogues) à minha querida Madrinha (por me deixar comunicar com a Sweety) e ao Borga, não era para deixar nada, porque ele ainda tem mais falta de inspiração que eu e já à um ano que não escreve mas, como não gosto de discriminar ninguém, deixo também. Posso deixar a mais alguém, mas depois corria o risco (e já seriam riscos a mais) de ser considerada uma mãos largas, por isso, se alguém ficar de fora, para a próxima, pode ter a certeza, que ficará dentro. (er... lol).

Inconsciente vento passado

O dia aparece como um brisa quente que abafa todo o corpo, invadindo a alma como uma flecha que não magoa, que não fere mas que se prende. Faz palpitar corações despedaçados, corações mundanos, corações frios, corações quentes, corações intermédios, corações apaixonados, todo o tipo de corações. Faz levitar almas entristecidas, almas reluzentes, almas leves, almas pesadas, almas sentidas, almas amadas. E no final do dia, sem sabermos porquê, sonhamos com "elementos" (quase) desaparecidos no nosso consciente. A noite aparece como uma brisa fria que refresca todo o corpo, invadindo a alma como uma flecha que pode magoar, que pode ferir mas que não se prende. Faz palpitar corações e levitar almas. O consciente do dia dá lugar ao inconsciente da noite, trazendo breves brisas que já nos invadiram o corpo e alma noutros tempos, recordando brisas quentes e frias, através do inconsciente, do inconsciente vento passado.

Poder(osa) da Música


Adoro música e a sua presença é tão importante na minha vida que com toda a certeza não me imagino a viver sem ela. Aliás, penso que nenhum de nós o conseguiria. Seja de que forma for, a música está sempre presente em cada um nós. Até hoje, não conheci ninguém que não gostasse de música e duvido que venha a conhecer alguém com essa característica. Assim sendo, achei importante reflectir sobre os poderes e a influência que a música pode exercer sobre nós e não só.
A música é um meio tão poderoso que tem efeitos bastante profundos (negativa e positivamente) em todos os seres vivos. E repito: seres vivos!
A melodia, o som, o ritmo, tão diversificados e de diferentes géneros musicais conseguem penetrar profundamente nos nossos ouvidos e tão intimamente na nossa alma, que provocam o eco intensivo em todo o nosso Ser, seja qual for o estilo musical, sejam quais forem os instrumentos utilizados para produzir um som, e não é só de agora, é desde sempre.
Conhecida mundialmente, a música é tão abrangente que pode ser um meio de comunicação, de expressão, de libertação, de relaxamento, de reflexão, de crescimento, invadindo espaços e tempos, corpo e alma.
Fiz uma pequena pesquisa relativamente ao Poder da Música e eis o que encontrei:

Falar no "poder da música" não é nenhuma novidade, mas poucas pessoas sabem realmente do que música é capaz. Além de divertir, relaxar, acalmar, excitar e até mesmo educar e curar, os efeitos da música sobre o ser humano são incríveis. Aliás, não só em seres humanos, mas (...) experiências com plantas e animais, também mostraram resultados espantosos, como alterações no crescimento, desenvolvimento e comportamento dos mesmos.
(...) A música afecta todas as partes do corpo. O som age directamente sobre o organismo, sendo absorvido pelas células e órgãos e indirectamente por meio das emoções que interferem nos processos orgânicos.
O organismo vai reagir de acordo com a origem das vibrações e características do som. Assim, a música vai actuar no corpo e despertar emoções, podendo aumentar ou equilibrar o metabolismo, aumentar ou diminuir a energia muscular, acelerar a respiração ou diminuir a sua regularidade, causar mudanças no volume, pulsação e pressão do sangue, interferir na receptividade sensorial, minimizar os efeitos da fadiga, acalmar ou levar à excitação. (...) age nas secreções, na digestão e nas redes neurológicas. (...)
E isto não é tudo, (...) existe muito mais a ser descoberto sobre a música (...)"


Fonte:
http://trombeta.cafemusic.com.br/trombeta.cfm?CodigoMateria=1158

Intimidades

Consigo lembrar-me da cor da pele
Sei de cor o seu aroma, o seu odor
Lembro-me do seu toque, do seu sabor
Ainda sinto a sua frescura, o seu calor

Conheço o seu tom, o seu timbre
Ainda ouço a sua voz baixinho, sublime
Sei de cor o seu brilho, o seu contraste
Relembro em pormenor cada pedaço, cada toque suave
Sinto o nosso vento, a nossa chuva
Sei de cor o nosso tempo, a nossa desventura
Conheço o nosso banco, o nosso chão
Ainda sinto o cheiro da ternura, da paixão

Intimidades
Fomos nós
Intimidades
Estamos a sós

Intimidades
Que o vento levou
Intimidades
Que o sol aproximou

São intimidades
Suaves, bruscas, frias, quentes
Oh são intimidades, intimidades…

Sei de cor alguns segredos
Que a tua voz me contou
Conheço ainda, as pegadas
Que a tua respiração deixou

Ainda consigo olhar a Lua
Pensar em mim, pensar na sua luxúria
Sem ti, conheço o caminho por entre as estradas
Sei de cor, cada trilho, entre curvas, entre rectas
Todas as palavras e intimidades