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Inconsciente vento passado

O dia aparece como um brisa quente que abafa todo o corpo, invadindo a alma como uma flecha que não magoa, que não fere mas que se prende. Faz palpitar corações despedaçados, corações mundanos, corações frios, corações quentes, corações intermédios, corações apaixonados, todo o tipo de corações. Faz levitar almas entristecidas, almas reluzentes, almas leves, almas pesadas, almas sentidas, almas amadas. E no final do dia, sem sabermos porquê, sonhamos com "elementos" (quase) desaparecidos no nosso consciente. A noite aparece como uma brisa fria que refresca todo o corpo, invadindo a alma como uma flecha que pode magoar, que pode ferir mas que não se prende. Faz palpitar corações e levitar almas. O consciente do dia dá lugar ao inconsciente da noite, trazendo breves brisas que já nos invadiram o corpo e alma noutros tempos, recordando brisas quentes e frias, através do inconsciente, do inconsciente vento passado.